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Em 07 passos Lubrificação e soluções de manutenção:

Para saber em qual região da ábrica a manutenção deve ser focada, em termos de lubrificação, siga os passos abaixo:

1 – Identifique um equipamento vital para a linha de produção, com custos de manutenção elevados e cuja falha pode gerar alto impacto operacional.

2 – Descubra o problema crítico que o equipamento apresenta.

3 – Observem quais são os componentes que falham no aparelho em questão.

4 – Faça um levantamento com dados sobre o problema a ser resolvido.

5 – Reúna um grupo de profissionais que irá pensar nas soluções com base nas informações dos itens anteriores.

6 – Aplique as correções necessárias ou substitua os componentes defeituosos.

7 – Cheque o desempenho das novas soluções implantadas.

O principal objetivo da lubrificação de rolamentos é reduzir seu atrito e desgaste interno, para evitar superaquecimento. Mas uma boa aplicação pode prevenir também a corrosão e a oxidação dos componentes, bem como evitar problemas de contaminação em equipamentos e processos.

De modo geral, existem duas categorias de lubrificação para rolamentos: graxa e óleo. Nesta edição, vamos conferir algumas dicas para obter um melhor desempenho nas lubrificações com graxa.

Lubrificação com graxa

Algumas pessoas acreditam que o uso da graxa como agente lubrificador teria desvantagens em relação ao óleo, principalmente nos rolamentos que operam em altas rotações. Porém, este conceito vem sendo revisto em muitas indústrias, pois o emprego da graxa é altamente vantajoso quando se deseja reduzir gastos com o armazenamento de lubrificantes, já que o material permanece dentro do rolamento. Além disso, a aplicação da graxa também pode ser feita por meio de bombas e outros sistemas facilitadores.

Outro benefício do uso de graxas pode ser observado em caso de vazamentos, pois o óleo se espalha mais e pode comprometer a limpeza, característica vital em ambientes como o de indústrias alimentícias, por exemplo.

É importante checar com o fabricante qual o melhor tipo de lubrificante para cada aplicação específica. Um exemplo é o caso dos rolamentos radiais de esferas e de rolos cilíndricos, que possuem um intervalo de relubrificação maior em relação aos modelos auto-compensadores de rolos e de rolos cilíndricos. Misturar graxas também pode ser arriscado, especialmente se o lubrificador não verificar as tabelas de miscibilidade antes de fazer a combinação.


Observações:

1. Reduza o intervalo pela metade para valores de vibração total maiores que 5 mm/seg. (0,2 pol./seg.)
2. Para motores com eixos verticais, reduza o intervalo em até 1/3, de acordo com o especificado acima
3. Motores acima de 250 HP devem ser lubrificados em períodos menores que dois meses


Confira mais informações sobre Lubrificação com Graxa

Velocidade periférica
- Conhecer a velocidade periférica do rolamento é importante para averiguar se haverá expulsão da graxa em demasia. Quando o equipamento começa a trabalhar, uma força centrípeta e outra centrífuga são geradas, o que expele o lubrificante. Portanto é preciso verificar quanto é gasto no procedimento de lubrificação para evitar o desperdício

Atenção ao substituir graxas
- Em alguns casos, alterar a graxa utilizada pode acarretar problemas secundários. Se um mancal era lubrificado por uma graxa com capacidade inferior à atual, é necessário conferir qual será a nova demanda por lubrificação que o equipamento exigirá. O exagero na alimentação do mancal pode fazer com que à graxa acumule e queime, dada à alta temperatura do processo. O resultado será o entupimento do duto. Nesse caso, é preciso mudar também as regulagens para o abastecimento do equipamento a ser lubrificado.

Lubrificação centralizada
- A lubrificação centralizada é uma boa opção quando se utiliza graxas em rolamentos. Neste procedimento, um equipamento com canais transporta a graxa de um tambor recipiente para toda a máquina.

Graxa sem óleo não lubrifica

- Quando uma graxa perde metade do óleo de sua composição, a chance de ocorrer uma falha na lubrificação é grande.

Furo de lubrificação

- Furo e rasgo de lubrificação são, respectivamente, o orifício e o canal pelos quais se administra o lubrificante em rolamentos de duas carreiras. É preciso observar, durante a instalação, se o rolamento estará disposto de maneira centralizada, de forma a alinhar o furo de lubrificação com o bico graxeiro da caixa de mancal. Os rolamentos NSK possuem códigos para identificar a localização dos rasgos: E4, para furo de lubrificação no anel externo, E5, para orifício localizado no anel interno e E7, para rolamentos com furos em ambos os anéis.

 
     
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